DRAUZIO VARELLA, O CAGADOR DE REGRAS DO BRASIL

7 de Março de 2010 · 1 Comentário · 59 views

O médico (SIC) Drauzio Varella adora cagar regras em rede nacional de televisão e nos seus artigos de jornais. No sábado, dia 27 de fevereiro, no jornal Folha de S. Paulo decretou: “Desde os anos 1950, os executivos que as dirigiam, os publicitários e os cientistas alugados por elas estavam cansados de saber que cigarros `lights`são ainda mais perniciosos por que contêm mais aditivos e por causa das características farmacológicas da nicotina“. Pois nós vamos contar sobre o que estamos cansados de saber.

O cagador de regras Drauzio Varella adora aparecer na televisão e não satisfeito, adora aparecer como paladino da justiça social brasileira, cercado por mulheres pobres, menores grávidas, simulando um pré-natal televisivo, algo muito mais parecido com um reality show, do que com procedimentos médicos.

Cumpre seu papel de simulacro de médico digital com dedicação, na maior rede de televisão do Brasil, uma emissora privada que tem suas contas pagas, inclusive o salário do doutor, através dos anúncios publicitários de produtos e serviços indiscriminados que, nesse caso, parecem não ferir a ética do médico.

O Drauzio não se cansa de incrementar o seu show televisivo e em cenas deprimentes se abanca em pleno Mercado Público de São Paulo e com um equipamento de medir pressão, caga suas regras sobre saúde pública, sempre tendo como alvo a população pobre e carente de serviços de qualidade. Esse espetáculo de entretenimento é ladeado por anúncios de bebidas alcoólicas, de bancos com juros abusivos, de um governo que divulga saúde e educação, mas que na verdade todos sabem que faz muito pouco. Mas nesse caso, a fim de garantir lugar nas colunas sociais da semana, o Varella não fica cansado.

O cagador de regras do Brasil também não está cansado de ter seus artigos publicados em jornais que se sustentam através de anúncios de montadoras estrangeiras que estimulam a comercialização de carros movidos com combustível fóssil cujas emissões são prejudiciais à saúde e tão pouco se fadiga ao ver a avalanche de estímulos relativos à aquisição de imóveis para a população baixa renda, um esforço social que sem dúvida faz mal à saúde do brasileiro.

Não se tem conhecimento do cansaço do Varella sobre os cachês recebidos dos governos estaduais como o do Espírito Santo que o contrata como `médico propaganda` de campanhas publicitárias. Não se tem conhecimento de que tenha aberto mão de cachê por estar cansado de se sustentar através da propaganda.

Portanto doutor, da próxima vez, não paute suas opiniões sobre os publicitários por sua conduta ética, pois dessa, todos nós brasileiros estamos verdadeiramente cansados.



A ONDA É TIRAR O H DA HONDA

28 de Fevereiro de 2010 · Sem Comentários · 66 views

Motivados pela sandice que tomou conta das marcas que desenvolvem ações de `merchandising´ no programa Big Brother Brasil 10, da TV Globo, esse Bloganda sugere que os consumidores das motos Honda, só as comprem se a empresa aceitar extirpar o H da sua marca.

A proposta é ridícula, mas nos parece a única medida possível diante do que aconteceu na última semana envolvendo a notória marca de motos e uma ação de product placement, o correto nome para o que foi desenvolvido pela Honda, durante o BBB 10.

Ocorre que gerentes de marketing limitados e profissionais de propaganda gananciosos se rendem a loucura congênita do Boninho, uma corruptela diminutiva do nome do diretor da série BBB, o José Bonifácio Brasil de Oliveira, e se rendem às suas maluquices sem medir as conseqüências.

Em uma prova do líder, nome que se dá às competições de quintas-feiras para definir qual participante irá indicar um outro para o juízo popular e uma possível eliminação, os reclusos deveriam encher tonéis acrílicos com álcool e gasolina cenográficos, em uma referencia ao modelo da moto Honda que aceita os dois combustíveis.

De gosto duvidoso a prova foi um fracasso. Primeiro porque era ridícula na essência e segundo porque não orientaram o apresentador da atração, o jornalista Pedro Bial, sobre as regras da competição. O fato é que na sua versão original, ao vivo, os 3 primeiros colocados, além de disputarem a liderança, ganharam 3 modelos da moto Honda.

Algumas horas depois, sabe Deus porque, todos, espectadores e participantes foram comunicados que a prova estava sofrendo uma perícia. Justa, a medida procurava sanar determinadas distorções que podem acontecer em uma atração ao vivo, principalmente em uma emissora que só sabe transmitir futebol em tempo real. Portanto a revisão dos resultados poderia indicar com mais justiça os participantes concorrentes à liderança e nunca, NUNCA, retirar o presente ganho algumas horas antes.

Mas a marca japonesa, seguindo alguma tradição oriental ou motivada somente pelo espírito doentio do diretor do programa, desclassificou dois concorrentes finalistas e, de lambuja, retirou seus presentes. Caso haja necessidade de tradução o que ocorreu foi o seguinte: 10 pessoas trancafiadas em uma casa há aproximadamente 60 dias, são submetidas a uma prova primária para divulgação de um benefício do patrocinador. Os finalistas recebem desse patrocinador um prêmio por seu desempenho. No paralelo o resultado indica o novo líder da atração. Observem que são duas coisas diferentes. A prova da liderança é uma prerrogativa da direção do programa que conduz a atração ao seu gosto e ao suposto gosto da audiência. A marca, envolvida na ação de comunicação, deve se limitar à sua exposição e, em nenhum momento, pode se envolver nas regras, ou falta delas, do programa.

A decisão do diretor Boni em desclassificar dois dos três finalistas, não poderia sugerir que a Honda retirasse o presente já dado e anunciado. Mais uma vez a TV Globo corrompe regras do bom comportamento comercial e submete, com autoritarismo, os anunciantes ao constrangimento. Gostaria de estar presente na próxima reunião de diretoria da Honda e assistir o diretor de marketing de motos explicando para seus pares porque se submeteu às vaidades do diretor do programa, na realidade contratado e pago para fazer o que as marcas querem e não o contrário.

Diversos são os depoimentos, nas últimas semanas, das atitudes autoritárias do Boninho com relação às ações de product placement no programa. Ao invés dos ataques megalomaníacos do rapaz, a emissora deveria tomar cuidado com o desenvolvimento das provas, tão infantis que sugerem que além da mulher, o diretor tem contratado sua filha de menos de dois anos para implementa-las.

Para os profissionais de marketing e propaganda da Honda motivados mais pela vaidade do que pela audiência do programa para investirem milhões de reais, fica o alerta para que não se submetam mais ao suposto conhecimento do Boninho sobre a natureza humana. Retirar o presente dado foi uma grosseria sem precedentes na televisão brasileira e notabilizou a inversão de papéis que a hegemonia da televisão brasileira submete as marcas de notoriedade, reféns de caprichos absurdos.

Na cultura brasileira é difícil aceitar situações como `desconvidar` ou `despresentear` alguém. Isso é tão grosseiro quanto trocar um nome ou, mais pertinente no caso da marca, chama-la de Onda, pelo menos no momento, enquanto não vira Marola.