Ganhar uma conta, aprovar uma campanha, vender um anúncio, ou seja, vencer – Parte II
7 de Julho de 2008 · 293 Views
As 70 lições para o novo negócio na visão de Joe DeDeo, um mestre na arte de conquistar clientes para sua agência. Mais que uma aula de publicidade, uma aula de vida. | PARTE 2
Em 1982, eu não conhecia a Young & Rubicam e não sabia da existência do Joe DeDeo. Meu foco, na ocasião, era vender anúncios classificados para uma agência de pequeno porte em São Paulo. Havia conseguido esse emprego através de um classificado no jornal O Estado de S. Paulo. O anúncio era para Contato Publicitário e a agência ficava muito próxima do local onde eu morava.
Depois da faculdade (eu estudava jornalismo pela manhã), fui ao local para tentar conseguir a vaga. Foi a primeira agência que eu entrei na minha vida.
Na recepção, recebi uma ficha e nela tive que dizer tudo, ou seja nada, sobre meus conhecimentos de propaganda. Minutos depois fui chamado para uma entrevista com uma pessoa. Era uma mulher. Mídia como função, mas de toda a confiança do dono da agência. Conversamos, ela pediu alguns minutos e me encaminhou à sala do dono da agência. Foi a primeira sala de dono de agência que eu entrei na minha vida. Era um homem muito simpático que falou o que eu, depois na minha vida, ouvi milhares de vezes. Suas idéias, suas lutas, seus clientes e um monte de coisas que todo mundo que quer pagar pouco fala no momento da contratação e que todo mundo que está afim do emprego e de ganhar pouco, ouve.
Fui contratado. Era contato publicitário. Vendia classificados e se vendesse bem poderia comercializar os produtos da agência. Destaque para a revista Indústria da Panificação, publicação do Sindicato dos Panificadores do Município de São Paulo que a Seven Comunicações (esse era o nome da agência) produzia e comercializava.
Eu tinha uma região ou deveria ter. A idéia era sair pelo bairro oferecendo anúncios classificados nos jornais da capital, principalmente a Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo. Nada mal para um estudante de jornalismo. Isso é que eu chamo de trabalhar na essência do jornal.
No primeiro e no segundo dia não consegui muita coisa. Uma licença poética para dizer que não consegui nada. Mas lá pelo terceiro ou quarto dia, com tabelas, autorizações, régua de paicas em mãos, vendi meu primeiro anúncio classificado. Uma vitória. Instintivamente, utilizei muitos dos conselhos de Joe DeDeo, que eu só vim a conhecer 12 anos depois. Por curiosidade, o dentista, meu primeiro cliente, queria vender um carro Opala 78 e vendeu no mesmo domingo em que o anúncio foi publicado no Estadão. Realmente, uma vitória!
Daí para frente, eu e as equipes com quem tive a honra de trabalhar, tivemos muitas vitórias e muitas derrotas também. Por isso gosto da última dica de Joe DeDeo: “Tenha sorte”. Um dos maiores estrategistas militares da história, Napoleão, acreditava piamente em ter “generais sortudos”. Nós também.
* Leia a primeira parte deste post:
http://bloganda.com.br/2008/06/30/ganhar-uma-conta-aprovar-uma-campanha-vender-um-anuncio-ou-seja-vencer/


















7 de Julho de 2008 às 8:22
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