Chega de Chuck Norris, batam no gorila.
15 de Dezembro de 2008 · 670 views
Na última semana, esse Bloganda foi palco de um acalorado debate sobre o grupo vencedor do 29º Concurso de Campanhas Publicitárias da APP. Como é costume, nessas ocasiões, presenciamos manifestações de destempero e ignorância.
À parte o assombro sobre a falta de limites com que alguns se manifestam, restou a polêmica sobre a eficiência da campanha estrelada por Chuck Norris para uma pizza em forma de cone fabricada pela Perdigão.
Essa polêmica lembra, em muitos aspectos, a discussão que sucedeu a divulgação do vencedor do Grand Prix em Cannes esse ano. A campanha é da Fallon de Londres, a criação é do publicitário argentino Juan Cabral e o produto é o chocolate Cadbury. O filme, que você pode assistir nesse Bloganda, é um gorila tocando bateria.
Pronto, todos os mal educados de plantão poderão se manifestar sobre a decisão do júri do maior Festival de Publicidade do Mundo. E depois de uma semana de intensa pancadaria no Chuck Norris, poderão se deliciar batendo no gorila baterista.
O fato é que propaganda é isso. O surpreendente é encantador. A simplicidade é vendedora. E a combinação desses dois elementos provoca a ira dos que querem racionalizar sobre tudo. Todos os trabalhos apresentados na APP, no último dia 6 de dezembro, possuíam esses dois elementos.
As campanhas de Burti, Bob’s, Puma, LG e Perdigão são exemplos acabados de competência na arte de surpreender para encantar e simplificar para vender. De que outra maneira podemos analisar os posicionamentos criados para Bob’s e Puma e os apelos gráficos desenvolvidos para Burti e LG?
No entanto a tentação pela critica fácil e a procura pelo debate rasteiro provocou uma avalanche de comentários infelizes. A campanha da Perdigão foi a que melhor expressou, na opinião dos jurados, um conjunto harmonioso que surpreende e vende.
As eventuais falhas detectadas pela atenta platéia, não foram capazes de ofuscar o brilho da campanha da UNISANTA, na visão de três profissionais com experiência em festivais internacionais. O mesmo aconteceu com o filme Gorilla. Criticado por apresentar um gorila tocando bateria para vender chocolate, o filme superou o preconceito dos que defendem uma propaganda burocrática e se tornou uma referência para a criação publicitária.
Os prêmios e os festivais servem para isso. Motivar uma intensa discussão sobre os caminhos da criação. Esse objetivo será ao máximo alcançado com a apresentação de trabalhos inusitados como o da Perdigão com Chuck Norris. Infelizmente os debates não se limitam ao território da propaganda e avançam, como vimos aqui na última semana, sobre a ética dos que criam e julgam.
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Segunda-feira, 15 Dezembro, 2008 às 14:42
Bom a respeito do grande vencedor de Cannes desse ano, eu sou um daqueles que não consegue ver um vencedor de Grand Prix em Cannes, apesar de achar uma excelente produção, muito engraçada e criativa, não consigo enxergar potêncial para ser o comercial mais importante do ano. Agora um fato não podemos contestar, se tal anúncio criativo e inovador, conseguiu gerar um aumento de vendas isso mostra que ele foi eficiente ou seja cumpriu seu compromisso com o dinheiro investido nele pela empresa, só isso faz com que ele tenha meritos.
As discussões em relação ao Chuck Norris acho que já acabaram em pizza =D Mais é sempre ler criticas, quando construtivas e não destruitivas e esse acho que foi o grande erro de algumas pessoas.
Abs!