O verdadeiro estelionato II
7 de Setembro de 2009 · 778 views
Quanto mais esquenta a briga entre a TV Globo e a TV Record, mais nós, profissionais de propaganda precisamos refletir sobre as verdadeiras motivações das emissoras e aproveitar o vacilo das duas empresas para convencermos os anunciantes que a concentração de verbas na televisão é uma perda de tempo e dinheiro.
Perde-se tempo porque se financia a baixaria. Isso mesmo, todos os anunciantes do Jornal Nacional, inclusive seu patrocinador, a Sadia, estão pagando para que a TV Globo fale mal da Igreja Universal, seus dirigentes e da TV mantida por ela. Esse financiamento é privado, portanto não há como condenar os anunciantes que bancam as denúncias a não ser deixando de comprar seus produtos.
Por exemplo, se o singelo presunto do café da manhã ou do lanche da tarde, lhe parecer feito com a mesma raiva com que os apresentadores do Jornal Nacional dissertam sobre as questões da TV Record, deixe de comer esse presunto porque ele, com certeza, lhe fará mal.
O ‘S’ de Sadia, pode ser o mesmo ‘S’ de socos, de sopapos, de suborno, de surrupiar enfim, de sacanagem que é exatamente o que as duas concessões públicas fazem nos últimos dias com você espectador, financiadas pelas marcas que você leva para a casa. Pois deixe de levá-las.
Exerça seu poder de dizer não para a baixaria, não compre as marcas que financiam a fofoca e a intriga em detrimento da informação e do entretenimento.
O mais impressionante nesse cenário de guerra suja, é o fato das agências e dos anunciantes não se manifestarem a respeito do desrespeito com os dinheiros investidos nas emissoras. Milhões de reais deixam de ser destinados para plataformas muito mais eficientes (isso mesmo, mais eficientes que a televisão) para alimentar um fuxico de comadres. Querem ver como as comadres param de brigar? Parem de financiar. E é isso mesmo que o mercado publicitário deveria fazer.
Mas não faz, porque é covarde quando se trata das gigantescas verbas publicitárias envolvidas e dos conseqüentes ganhos advindos da compra de espaço publicitário na televisão. Há tempos esse investimento perde em eficiência mas ganha em recursos. Uma conta invertida, sustentada por um mercado hegemônico que não consegue se sustentar sem os recursos da televisão.
Pois é hora do mercado publicitário, agências e anunciantes, se reinventarem, porque a briga é um sinal dos tempos, ou melhor, da decadência da televisão entrincheirada nos resultados dos últimos 20 anos e com dificuldades de se modernizar. Restaram as brigas “chavistas”, factóides sem nenhum valor que hoje ocupam lugar de coisa verdadeiramente séria. Esse é, de novo, o verdadeiro estelionato.
Tags: anunciantes, audiência, consumidor, disputa, estelionatários, globo, igreja universal, jornalismo, líder, liderança, poder, record, rede globo














Terça-feira, 8 Setembro, 2009 às 1:31
Éééééé, pra mim essa briga entre GLOBO e RECORD é uma briga DURACELL (dura 8x mais do que se fosse SBT e BAND) e ela não consegue despertar o espírito SUCRILHOS (aquele que desperta o tigre em você) que há nas agências na hora de “vender” contudo, cabe à nós ficarmos nessa situação que não é assim uma BRASTEMP, aliás longe disso. Pra finalizar tomo para mim as palavras de Chicó “Não sei… só sei que foi assim”! ACE toda briga fosse ASSIM! (lembram dessa?Também deu o que falar)rs. Aqui fica meu mero comentário, abraço e sucesso BLOGANDA afina aqui ficam IDEIAS PARA A FROMAÇÃO DO PROFISSIONAL DE PROPAGANDA.. BLOGANDA a gente se vê por aqui… FIM
Segunda-feira, 9 Novembro, 2009 às 19:45
Não acho que deixar de comer os produtos da S vão resolver, não estou defendendo a marca, até mesmo porque geralmente consumo outras, mas acho que a melhor solução para mudar a programação da tv é mudar de canal ou mesmo desligá-la. Mesmo que a S financie a baixaria, assiste quem quer, o poder está literalmente nas nossas mãos. O fantástico é prova disso, antes líder absoluto, tinha propagandas caríssimas e até lançamento de grandes campanhas no seu intervalo, hoje briga arduamente para se manter na mesma posição de antes.