Archive for the ‘De estudante para estudante’ Category

Manifesto pelo Fest´Up

Segunda-feira, Agosto 4th, 2008

Texto do blogandeiro e estudante de propaganda Iuri Tampolski.

Agosto chegou e ao final dele chega também o tão esperado Fest´Up de todos os anos.

Como estudante de propaganda e blogandeiro de plantão, tenho obrigação de dizer que o primeiro Fest´Up a gente nunca esquece. Muitos ídolos nos fornecendo informação e dando espaço para podermos incomodá-los com as mais importantes perguntas, como por exemplo: “Qual a política de contratação de estagiário da sua agência”; “Posso mandar meu currículo e portfolio para esse email que você nos ofereceu”; entre muitas outras.
O Fest´Up tem 1001 utilidades. São dois dias de palestras até a bunda ficar quadrada e o cérebro travar (igualzinho aquele sistema operacional do milionário que se aposentou esse ano. Aquele conhecido por todos), aliás principalmente no domingão, após aquela super balada, onde alguns até aproveitam as cadeiras confortáveis dos auditórios para dar uma cochiladinha rápida sem ninguém perceber. Existem boatos até de professores que pegaram no sono, mas isso não pode ser comprovado, afinal poderia afetar notas de estudantes desavisados, já que o que acontece no Fest´Up fica no Fest´Up. Ou não, já que, as fotos são publicadas rapidamente aqui no Bloganda. É também o fim de semana de conhecermos colegas tão desesperados quanto eu e você para conseguir um estágio ou um emprego de faxineiro naquelas agências que ganharam vários leões em Cannes. Existem as competições de jingle onde os concorrentes pagam micos homéricos e que nos dias de hoje, todos podem ver no youtube, orkut, facebook e afins na mesma noite. Tem a competição de cartaz onde os concorrentes usam até banana como mídia pra que os jurados lembrem de votar nele.

Isso sem contar as aventuras daqueles que viajam quilômetros para participar do Fest´Up. Por exemplo, uma caminhada de meia hora até o hotel onde foram feitas as reservas pela internet. Foram reservados 5 quartos para 20 pessoas, mas na hora que chegamos, a recepcionista muito simpática diz que reservamos apenas 1. É momento de desespero, alguns vão pra balada e voltam só no dia seguinte direto para o Fest´Up, outros choram para o gerente do hotel, oferecem propinas (não em dinheiro, afinal isso é algo que o universitário conhece muito pouco. Oferecemos permuta com freela, podemos lavar a louça, fazer faxina), alguns fingem passar mal, até que o gerente, ao lembrar de seus tempos de universidade, libera os quartos que deveriam estar reservados mesmo.

Mas como amamos muito tudo isso, estamos todos lá no segundo dia de evento, com óculos escuros no rosto, e aquela puta ressaca. Prontos para o “Crème de la creme”; a nata da propaganda brasileira; as universitárias mais lindas do Brasil espalhadas pelos auditórios entre muitas outras vantagens de estar no Fest´Up. Até nos esquecemos dos R$ 100,00 de inscrição; R$ 40,00 de almoço pelos dois dias; R$ 80, 00 de ônibus de Santos ao Fest´Up, R$ 50,00 de comes e bebes no hotel que nos rendem a ressaca do domingo. Esquecemos-nos porque as lembranças do Fest´Up não têm preço, e para todas as outras existem os pais (para alguns privilegiados) ou o vale do salário do mês seguinte (claro que já ouvir falar de casos de venda da própria alma para o demônio, mas ai também não há comprovação).

Para concluir, devo afirmar que esse é um manifesto feito de estudante para estudante, e que afirmo com toda a eloqüência que espero ter, que o Fest´Up é duca e com certeza estarei lá esse ano.

Hotsite do evento: http://www.barracafestup.com.br/

Iuri Tampolski
Estudante de Propaganda e Marketing
Unimonte - Santos/SP
iuri.tampolski@gmail.com

Conversando sobre mídia

Segunda-feira, Março 24th, 2008

Muitas vezes, ao vermos uma campanha publicitária, observamos e elogiamos (ou criticamos) a criação do anúncio, ou seja, sua direção de arte e redação. Porém, não só de criação uma campanha é sustentada: sua eficiência depende de outros fatores que têm suas importâncias particulares. Estou aqui para defender essa área da publicidade que tanto admiro, a área na qual faço estágio hoje e pretendo trabalhar nela enquanto for publicitário: a mídia.

QUERO MÍDIA E NÃO CRIAÇÃO

Alguns estudantes começam a faculdade sem conhecer direito essa área e, conversando com veteranos, podem até criar uma antipatia sem antes conhecê-la, já que, quando se fala em mídia, logo se associa à matemática. E como só estudamos a matéria por volta do terceiro ano, cria-se um preconceito durante este período.

Confesso que enquanto não conheci de perto o trabalho de um profissional de mídia, mantive certo receio. Porém, bastou aguçar minha curiosidade para que eu fosse atrás de conhecer um pouco mais essa área e logo começar a estudar sobre os melhores pontos de outdoor da minha cidade, bem como o perfil dos leitores dos jornais locais, como calcular a centimetragem do jornal ou da revista, enfim, toda a rotina do profissional de mídia.

E aceite uma coisa, caro blogandeiro: mídia não existe sem cálculos! Isso não foi um consolo? Felizmente os cálculos necessários não têm nada de novo em seus conhecimentos aritméticos, só é necessário um pouco mais de prática. Então vocês me olham com uma enorme expressão de espanto, perguntando a vocês mesmos: o que leva uma pessoa a especializar-se em mídia? É muito simples e eu respondo: mídia também é criação!

Assim como a dupla de criação passa horas pensando em arte e textos perfeitos, o profissional (ou estagiário) de mídia precisa quebrar a cabeça para encontrar soluções criativas e meios diferentes para apresentar aos clientes. Rádio, revista, TV, outdoor (nas cidades onde ainda são liberados) são mídias convencionais, de uso rotineiro. Agora, tente apresentar e, o pior, convencer aquele cliente cabeça-dura a experimentar meios novos, como bikedoor, advertainment em casas noturnas, enfim, tente inovar… não é fácil!

AMARURECENDO SUAS IDÉIAS

Enfim, se para ser um bom profissional de criação você precisa ter uma boa “bagagem” pessoal de informações, em mídia não é diferente. Aliás, todo publicitário deve ser curioso, deve perguntar, deve ler muito, deve ter necessidade de conhecer tudo, conhecer as novidades do mercado, pessoas novas, novas tendências, enfim, precisa atualizar-se sempre. Para tanto, confirmo a teoria do Iuri (ver “Criatividade não nasce em árvore”) e reforço: leia muito, procure livros, sites, blogs, assista televisão, filmes, procure fazer tudo isso com olhar profissional, analisando o roteiro, fotografia e tudo mais. Depois de um tempo de treino, tudo isso torna-se um hábito e você acaba fazendo por prazer. E, acima de tudo, tenha relacionamentos – se possível com alguém que já trabalha na área - faça amizade com alunos que estagiam em agências, participe de Fest’Ups, eventos voltados para universitários, seminários e palestras que a faculdade muitas vezes oferece. Utilize sites de relacionamentos para manter contato com essas pessoas e, assim, trocar informações, dúvidas e experiências.

Afinal, ninguém nasceu sabendo, todos nós tivemos que batalhar para conseguir aquilo que tanto almejamos. Então, se você sonha com uma carreira promissora, sonha em ser um profissional bem sucedido, comece a correr atrás desse sonho o quanto antes. Porque, como já sabemos, nunca é tarde nem cedo demais para começar a aprender.

Reinaldo Luiz Más
Estudante de Publicidade e Propaganda
UNIMAR – Universidade de Marília
masreinaldo@yahoo.com.br

* Participe, envie seu artigo para Bloganda.

Criatividade não nasce em árvore

Segunda-feira, Março 10th, 2008

Estréia: De estudante para estudante.
Iuri Tampolski é um blogandeiro de primeira hora. Desde o começo desse projeto, ele colabora com comentários e na divulgação do Bloganda. Por isso, achamos justo que o primeiro texto da seção De Estudante Para Estudante, seja do Iuri Tampolski.

Colaborem enviando seus textos para que possamos postá-los e conheçam mais das idéias do Iuri no artigo abaixo.

A área de criação é uma das mais cobiçadas da propaganda. Afinal são os criativos que têm aquelas grandes sacadas, que fazem as pessoas darem risada e, de repente, até comprar o produto. São esses “caras” que ganham leão em Cannes, entre outros prêmios, e é deles que leigos falam quando surge assunto propaganda em uma conversa.

Mas já conheci algumas pessoas que morrem de medo até de pensar em trabalhar com criação, alguns estudantes dizem que não são criativos o suficiente, outros falam que não querem trabalhar sobre a pressão existente nesse departamento. Mas dirijo esse artigo àqueles que querem trabalhar nesse segmento, mas têm medo da concorrência ou de não ter talento.

Criatividade não cresce em árvore, não se compra, não se empresta e muito menos se ganha. Criatividade é treino, treino do cérebro. Assim como para desenvolver os músculos é necessário transpiração, com a criatividade não é diferente. Se você quer desenvolver esse lado da sua massa cinzenta, você precisa colocá-la para funcionar.

CULTURA

Você precisa, antes de mais nada, de bagagem cultural, deve assistir muito cinema, mas não apenas os blockbusters, existe também o cinema americano alternativo, o cinema latino, europeu, nacional e até o indiano que suponho você saiba que ainda é o maior produtor de filmes do mundo. Além do cinema, existe a TV. Essa, tenho certeza que você está familiarizado, todos estamos. A TV é um dos maiores vícios do brasileiro, mas você deve agora assisti-la com senso crítico, deve observar o Big Brother e tentar entender o por quê do sucesso desse programa, deve assistir à novela e prestar atenção no roteiro, na fotografia e na qualidade cenográfica, assim como no cinema, e, de tempos em tempos, você deve assistir apenas a filmes publicitários. Leia jornal, histórias em quadrinhos, revistas de fofoca, de celebridades, de carros, esportes e de tudo o que você puder, mas acima de tudo olhe os anúncios e entenda a razão de ser de cada pedaço da arte, de cada vírgula do texto.

Agora o que falarei, tenho certeza que cada um dos seus professores já lhe disse. Leia livros. Seja um romance, uma seleção de crônicas, uma biografia, um clássico, um livro de auto-ajuda, poesia, história, profissional. Além de melhorar seu vocabulário exponencialmente, oferece uma variedade infinita de informações que você nem imagina existirem. Não dói e principalmente faz com que você pense. Para fortalecer meu argumento, exemplifico da seguinte forma: Se você pratica algum esporte ou, o que é muito provável, freqüenta uma academia diariamente, afinal você faz parte da geração saúde, sabe então que seu corpo começa a reagir e a mostrar progresso quando está cansado. Já disse antes, mas vale ratificar, com o cérebro é a mesma coisa. Portanto, se você fica cansado quando lê, é porque está fazendo o cérebro trabalhar e ele está desacostumado com isso.

RELACIONAMENTOS

Além de todas essas coisas, mantenha e fortaleça relacionamentos, afinal você irá lidar e criar para pessoas, portanto você deve conhecer o ser humano ao máximo. Viaje e conheça novas culturas. Aliás, às vezes, essa viagem pode significar ir à uma cidade próxima ou, se você mora no município de São Paulo, basta apenas ir a outro bairro. A cidade de São Paulo acomoda todos os tipos de culturas, às vezes mais perto do que você imagina.
Resumindo, ponha a cabeça para funcionar, absorva o máximo de informações que sua mente conseguir e transforme todas elas em conhecimento, em bagagem cultural, e assim você terá maior velocidade e facilidade para criar, afinal além de saber o que já foi feito, seu cérebro está afiado.

Agora, o mais óbvio de todos os exercícios, é criar. Se você quer ser redator, escreva. Escreva no caderno, no computador,
no papel de rascunho, no guardanapo e até no papel higiênico (novo e intocado obviamente). Se você quer ser diretor de arte, faça arte, onde achar que vale a pena fazer. Aprenda a trabalhar com os softwares que o ajudarão, e serão exigidos no mercado. Inverta os papéis de vez em quando, se diretor de arte, finja ser redator e, se redator, brinque de direção de arte. Muitas vezes é como ser destro e escrever com a mão esquerda.
E nunca, mas nunca mesmo, imagine que as idéias vêm de uma lâmpada que acende sem interruptor ou simplesmente caem do céu em formato de maçã. Você precisa buscar muito a solução para um problema até ela surgir como se fosse do nada. Ou seja, saiba que trabalhar com criação não é fácil.

Iuri Tampolski

Estudante de Propaganda e Marketing
Unimonte - Santos/SP
iuri.tampolski@gmail.com