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Foi dada a largada para o 21º Fest’Up

Segunda-feira, Junho 1st, 2009

As confirmações dos convidados na última semana, permite afirmar que 21º Fest’Up , entre os dias 19 e 20 de setembro, será grandioso e sustenta sua condição de maior evento para estudantes de propaganda do Brasil.

Depois de 20 edições ainda me surpreendo com o carinho dos convidados do Fest’Up em suas mensagens de confirmação ou ligações telefônicas de agradecimento ao convite. Quando começamos esse projeto não tínhamos a menor idéia do que se transformaria, tanto para os alunos e professores das mais de 500 faculdades de publicidade e propaganda do Brasil, quanto para os publicitários profissionais.

Podemos afirmar que temos, a seis meses do evento, uma grade de palestrantes montada com o mais significativo time de profissionais que no último ano se destacaram na condução de seu trabalho no mercado publicitário.

Foi mantida para a 21º edição a parceria com o Grupo de Mídia na montagem do programa de mídia que ocorre, tradicionalmente, domingo pela manhã, bem como o acordo com a APROSOM – Associação das Produtoras de Som, que além de indicar profissionais para a palestra, coordena todo o processo do Festival de Jingle que ocorre no encerramento do Fest’Up.

A campanha publicitária do evento está a cargo da UNISANTA – Universidade Santa Cecília de Santos que no ano passado conquistou o Concurso de Cartazes com uma bem humorada solução criativa que retratava as dificuldades de um recém formado conquistar sua primeira colocação profissional.

Coordenados pela Professora Renata Alcalde, uma das mais dedicadas e atuantes educadoras de propaganda desse país, os alunos da UNISANTA desenvolveram a campanha para o 21º Fest’up, apresentada aqui em primeira mão e sujeita a algumas correções para inclusão de dados no cartaz.

Também cabe agradecer à Professora Elenice Rampazzo, da FAAP, incentivadora de primeira hora, que há 20 anos mobiliza seus melhores esforços para receber o contingente de 1.500 participantes do Festival.

Enfim, o Fest’Up é uma realidade de sucesso que, surpreendentemente, mantém o mesmo espírito desde sua primeira edição, proporcionar aos alunos de propaganda do Brasil um intercâmbio de idéias com profissionais de propaganda e estudantes das mais diferentes origens e realidades. Esse espírito é mantido por uma equipe de organizadores dedicada, junto aos colaboradores da APP. Na foto ao lado podemos observar o Ricardo Ramos, idealizador do Fest’Up com o André Paes de Barros e André Porto Alegre, Diretores da APP, nos corredores da FAAP decididos a continuar promovendo o MAIOR EVENTO PARA ESTUDANTES DE PROPAGANDA DO BRASIL.

Dois bancos, um presidente e os saltos altos

Quarta-feira, Novembro 5th, 2008

Não gosto de atrasar os textos do Bloganda. Por isso, antes das justificativas, peço desculpas aos blogandeiros, apesar de considerar que a companhia do Marcio Sépia é muito boa.

Atrasei a coluna por causa do volume de novidades com as quais fomos brindados nesse começo de semana.
Quando poderíamos imaginar que os bancos Itaú e Unibanco iriam se fundir?
Quando poderíamos imaginar que, enquanto os dois publicitários responsáveis pelas contas dos bancos batiam boca em público, seus clientes brindavam a união com champanhe e bem-casados?

Por falar nisso, me passa pela cabeça a seguinte dúvida: ou o Nizan Guanaes e o Fábio Fernandes sabiam muito ou não sabiam era nada.

Como essa história não vazou? O que falaram os organizadores da coletiva para o pessoal da produção do cenário atrás dos dois principais executivos dos bancos? O cenário tinha as marcas do Itaú e do Unibanco lado a lado.

O que foi dito para o pessoal do MAM – Museu de Arte Moderna?

Sem respostas para todas essas questões, resta-me dizer que eu não acho nada sobre a fusão. Uma colunista social de um grande jornal paulistano afirmou que, no momento em que as dez vias do contrato foram assinadas pelos representantes das famílias controladoras dos dois bancos, houve muita emoção entre os presentes e momentos de lembrança sobre os ideais dos fundadores das instituições. Ou seja, uma baboseira. Vocês realmente acreditam que controladores de empresas do tamanho do Itaú e do Unibanco se emocionam com situações como essa?

Tentar humanizar as relações comerciais é um dos vícios dos dias de hoje.
Já houve um texto publicado nesse Bloganda em que comentávamos que, a continuar assim, todos teremos o mesmo patrão. A profecia está se confirmando.

Mudando de assunto, escrevo esse artigo sem saber quem será o próximo presidente dos EUA. Tenho lá os meus palpites, mas não vou revelar porque aprendi que uma das magias dos americanos é nos surpreender. De toda forma, termina a novela e o mundo enfim saberá que nada, absolutamente nada, mudará.

Nos mesmos moldes da mega-fusão bancária brasileira, a eleição do presidente dos Estados Unidos não altera em nada a ordem natural das coisas.

O que não se altera também é a forma com que a indústria automobilística percebe a si mesma e o seu consumidor. Visitei o Salão do Automóvel em São Paulo. Centenas de modelos de carros e de modelos de mulheres. Não quero parecer ingênuo, mas essa fórmula “carros & mulheres” está ultrapassada. Eu quero saber como é que a Terra não vai se transformar em uma panela de pressão, sem recursos naturais para alimentar a humanidade e a indústria “cola” ao lado de cada carro uma mulher.

Os carros são lindos e as mulheres são lindas, mas a combinação é desastrosa. Tão cuidadosas são as indústrias automobilísticas na elaboração de suas peças publicitárias e tão banais no projeto de seus estandes promocionais. Por que há de haver uma mulher de vestido longo ao lado de um carro? O que isso significa? Qual a mensagem? Para qual público?

Não há respostas e tudo que objetivava a tão sonhada diferenciação, fica absolutamente igual.

Cada vez mais, nós publicitários estaremos envolvidos com todos os pontos de contato das marcas com os consumidores, portanto eventos como o Salão do Automóvel são importantes na construção e consolidação de projetos de comunicação. Nada se diferencia no Salão. Os carros são parecidos, os estandes são parecidos e as mulheres são parecidas.

A exceção fica para marcas que foram construídas sob outras plataformas, que não os sapatos das promotoras.