POR QUEM CHORAM OS MALUFISTAS
14 de Março de 2011 · Sem Comentários · 358 views
Guindado à condição de símbolo de superação nacional, o ex-pianista João Carlos Martins se confessou o maoir “chorão” do Brasil. Se esqueceu, no entanto, de outro companheiro seu, não músico, mas tão malufista quanto, o ex-jogador Oscar Shimidt, que também pranteia o quanto pode por todos os lugares que frequenta.
Ambos chorões tem motivos de sobra para jorrar lágrimas em profusão. Choram não de emoção pelas infinitas homenagens que recebem, choram em homenagem à memória dos brasileiros desprovida de características elementares como, por exemplo, recordar que ambos engrossaram as fileiras do malufismo o que, no caso do ex-pianista, lhe causou uma condenação na justiça por desvio de verbas públicas.
Sobre o ex-jogador de basquete não há condenação, a não ser pelo ridículo de pleitear uma vaga ao Senado Federal pelo partido de Paulo Maluf e depois, como prêmio de consolação, ocupar a Secretaria de Esportes do Município de São Paulo e fazer uma gestão tão mediocre quanto seu tamanho.
Pois esses dois Senhores não possuem “ficha limpa” e choram compulsivamente por gratidão aos que se emocionam com suas histórias de carnaval e esquecem do passado recente. Diferente do enredo entoado a pleno pulmões pelos integrantes da Escola de Samba Vai-Vai, a história do músico malufista chorão tem passagens pouco nobres devidamente omitidas pelos responsáveis da tradicional agremiação do Bexiga.
Portanto, não é só o Congresso Nacional e a classe política que abrigam indescriminadamente os malfeitores de plantão. Todos os que se emocionaram com a parte da história do ex-pianista contada e cantada pela Vai-Vai também padecem do mal da memória fraca que assola os habitantes dos trópicos.
No Rio a escola campeã contou a história do cantor e compositor Roberto Carlos, o Rei, que há algus anos promoveu, majestaticamente, um ato de censura ao proíbir a venda de sua biografia não autorizada, como se contar verdades da história de uma personalidade pública fosse crime. Com certeza o livro proíbido pelo Rei foi objeto de pesqisa pelos resposáveis do carnaval da Beija Flor, por se tratar da principal obra sobre o artista.
O Rei também chorou e disse estar sem palavras, bem ao gosto dos censores. Sobre a relação de Roberto Carlos com Maluf, não temos notícias, a não ser por uma infeliz interpretação do ex-governador da música Amigo do compositor em um programa de televisão que pode ser conferida no You Tube, pelo menos enquanto o monarca não mandar censurar.













