Publicitário Multiplataforma

26 de Outubro de 2009 · Sem Comentários · 191 views

Voltamos. Na verdade não partimos, mas ficamos duas semanas em silêncio e isso não é aconselhável para um blog que se propõe tratar dos temas relacionados à formação do profissional de propaganda. Há muito assunto para ser tratado, por isso resta-nos desculpar sobre a ausência de duas semanas.

Nesse período conhecemos os indicados ao Prêmio Caboré e, entre eles, alguns profissionais se notabilizam pela atenção com a qualificação dos futuros profissionais de propaganda. Por isso, muito justa a indicação do Fernando Musa da Ogilvy e do Guga Kertz da Loducca, ambos figuras freqüentes no Fest’up. Também cabe registro à indicação da Band News FM como veículo de comunicação eletrônica, uma experiência diferenciada no universo de rádios destinadas a cobertura jornalística.

Essa semana acontece a Semana da Criação, uma boa oportunidade para rever conceitos. Se puderem, não percam a fala de Alexandre Gama que é sempre um exemplo estimulante ao empreendedorismo em nosso negócio.

O ano está chegando ao fim e esperamos que os anunciantes utilizem a tradicional época de aquecimento econômico para retomarem o investimento em alguns meios que foram esquecidos no período de “crise”. Um exemplo disso é o meio cinema que continua apresentando um crescimento da ordem de 30% nas bilheterias e amarga redução dos investimentos publicitários.

Muitos leitores nos cobram as fotos do Fest’up. A partir da próxima semana vamos publicar algumas imagens do maior evento para alunos de propaganda do Brasil.

Nessa semana o Bloganda irá acompanhar a Showeast, em Orlando, Florida, tradicional encontro do cinema americano que irá apresentar os lançamentos da próxima temporada. Inverno no hemisfério norte e verão no hemisfério sul. Fica a expectativa sobre o lançamento do filme Avatar, de James Cameron, o mesmo de Titanic. A indústria do cinema aposta muito nesse lançamento em 3D. Vamos conferir.

Nessas duas semanas o Bloganda também se interou da Confecom, Conferência de Comunicação que se realizará em dezembro em Brasília e tem como proposta uma ampla discussão da sociedade e do poder público sobre a comunicação no Brasil. O processo de organização está lento nas instâncias regionais, mas ficaremos atentos ao debate, afinal defendemos a discussão de um novo modelo para a propaganda brasileira capaz de enfrentar os desafios das múltiplas plataformas de mídia.

Aqueles que estão em São Paulo e tiverem condições não deixem de programar uma visita a um dos filmes da Mostra Internacional de Cinema. Alguns títulos, referências de linguagem para o “sem graça” mercado publicitário serão exibidos e podem fazer toda a diferença na formação de um profissional de propaganda. É conveniente ampliarmos nossas fontes de criatividade para além de meia dúzia de oráculos do mercado brasileiro.

Todos esses temas, isoladamente, renderiam textos de orientação sobre a formação do profissional de propaganda, mas estamos recomeçando depois de duas semanas de “férias”, então é importante que nos convençamos que, assim como a propaganda, nós publicitários, também precisamos ser multiplataformas.



Vesti vermelho e minha sorte não mudou

23 de Setembro de 2009 · Sem Comentários · 264 views

Cresci ouvindo uma música que dizia: “Vesti azul, lá, lá, lá, lá, lá…minha sorte então mudou” e tendo a acreditar realmente nessa possibilidade da cor influenciar, se não a vida, o humor das pessoas.

E tomara que assim seja, afinal uma semana após o terrível acidente no qual foi vitimado, assistimos o Felipe Massa concedendo uma entrevista no quarto de um hospital, com o rosto ainda deformado, vestido todo de vermelho Ferrari.

Independente da minha admiração pessoal pelo Felipe e minha torcida para sua rápida recuperação é impossível não observar o ridículo da cena e as razões que motivaram a atitude. Há tempo a Formula 1 se transformou em um rentável negócio onde o licenciamento é uma das fontes de faturamento. Vende-se tudo, principalmente da Ferrari. Existem lojas da marca espalhadas pelo mundo e, nesse mesmo mundo, um universo de pirataria que ajuda no processo de popularização da equipe.

Felipe é o grande artista desse circo sem aspas, afinal em pouco difere das estruturas que atuam sob a lona. Mas até os circos tem suas regras de conduta e o palhaço abatido por algum acidente não concederá entrevistas de cara pintada e nariz postiço.

Não era hora ou local de pintar a cara. No hospital, cercado de cuidados após gravíssimo acidente, um piloto de Formula 1 não precisa estar vestido à caráter. Ele não está representando a marca, está tão somente se representando e para isso sua roupa não precisa ostentar escudos.

Mas não foi assim. É difícil separar os compromissos profissionais da vida e ali ele, seus familiares, empresários e dirigentes da Ferrari não souberam quem daria o depoimento, se o corredor ou o homem. Na dúvida optaram pelo modelito encarnado.

Não é de hoje que executivos bem intencionados mas mal preparados cometem gafes em nome das marcas para quem trabalham. Há alguns anos os marketeiros de uma bebida energética acreditaram em uma “grande sacada” que era distribuir o produtos para a equipe de resgate de um grave acidente na cidade de São Paulo que trabalhará a noite toda.

Agora o Massa se veste com o macacão da Ferrari, apresentando todos os patrocinadores para afirmar que está vivo e bem. Trabalho na construção de marcas desde que me tenho como gente e como gente respeito os limites das marcas.

A Ferrari errou e ao Felipe de vermelho resta torcer para que sua sorte mude assim como as atitudes de sua escuderia.