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Fest´Up, o maior e mais importante encontro de profissionais e estudantes de propaganda

Segunda-feira, Junho 22nd, 2009

Na última semana a Comissão Organizadora do 21º Fest’up recebeu mais confirmações de palestrantes e se consolida na condição de maior evento de estudantes de propaganda do Brasil.

O que dizer de um encontro que pretende reunir profissionais como Ricardo Chester (Babel), Guga Ketzer (Loducca), Gal Barradas (MPM), Carlos Righi (Fulano Filmes), Mauro Sato (Africa), Fernando Musa (Ogilvy), Fernando Rodrigues (DPZ), Ulisses Zamboni (Santa Clara), Fábio Soares (Mixxer), Karina Domingues (Thompson), Cibar Ruiz (Tônica), Marcos Araujo (Sentimental Filmes), Ricardo Al Makul (Centoeseis) entre outros?

Nada. É aguardar para ver o maior exemplo de integração entre profissionais consagrados e alunos de diferentes universidades brasileiras trocando experiências em um final de semana (sábado 19 e domingo 20 de setembro) sem prepotência ou afetação.

O Fest’up, desde sua primeira edição, tem como objetivo apresentar para o mercado de trabalho os futuros talentos da propaganda e, na mão contrária, apresentar aos alunos os profissionais que se destacam nas diversas áreas da publicidade. Esse propósito chega aos 21 anos inabalado e melhor, renovado pela APP que acredita que as vagas, que são limitadas, serão preenchidas na primeira semana de agosto, logo depois da volta das férias, bem antes da data limite de 26 do mês.

O site do Fest’up www.festup.net desenvolvido pela competente equipe da UNISANTA de Santos, está no ar e traz novidades, entre elas o convite para que os estudantes desenvolvam vídeos com o tema sobre o que é mais importante “conhecimento ou estilo”, uma das provocações propostas pela agência responsável pela campanha do 21º Fest’up.

A equipe ganhou o direito de fazer a campanha a partir da vitória do Concurso de Cartazes realizado durante a 20ª edição do Festival. O cartaz escolhido pela maioria dos palestrantes trazia um estudante vestido de copeira servindo cafezinho, uma provocação sobre a dificuldade de colocação profissional dos recém formados que foi suficiente para ganhar a disputa, mas não reflete as pretensões do Festival Universitário de Propaganda.

Já o binômio “conhecimento e estilo” é um conflito de interesses presente em muitas rodas de discussão sobre a atividade publicitária no Brasil que se adéqua bem à história do Fest’up, uma mistura eficiente entre muito conhecimento e o estilo incomparável do maior e mais importante encontro entre profissionais e estudantes de propaganda.

O fato da propaganda

Segunda-feira, Maio 11th, 2009

A agência Escala de Porto Alegre e o anunciante Lojas Renner deram, nessa última semana, uma demonstração de que a boa propaganda não está atrelada somente ao planejamento estratégico, mas também à idéia criativa baseada nos fatos reais.

O vendaval que assolou a cidade de São Paulo no último dia 4 de maio, causou diversos estragos na cidade e muitos acidentes. Um acidente eminente foi evitado graças a ação de funcionários de um escritório que salvaram dois trabalhadores de um andaime. Eles faziam a limpeza dos vidros do prédio, pelo exterior da construção e foram pegos de surpresa pela ventania. Entre os heróis estava a tesoureira carioca Carla Pagano Lisboa de 31 anos, que usou uma jaqueta para ajudar no resgate dos rapazes.

Em entrevista a um jornal Carla comentou que a amiga que dividi com ela um apartamento na capital paulista não gosta muito da jaqueta: “Ela não gosta muito dessa jaqueta que comprei há 4 anos em uma loja Renner, no Rio. É velhinha mas adoro usá-la. E depois do que aconteceu vou continuar usando” afirmou em entrevista no dia 6 de maio.

Criação: Agência Escala

Pois foi o que bastou para que a agência Escala de Porto Alegre veiculasse no último dia 8 de maio, sexta-feira, um anúncio em jornal de grande circulação em São Paulo com o título AS HEROINAS DE HOJE NÃO USAM UNIFORME. VESTEM ROUPA DA RENNER. E ainda mandava um recado público para a Carla: “Carla, venha até a Renner do Morumbi Shopping e receba um presente nosso: uma jaqueta novinha.”.

Essa ação não estava no orçamento da Renner, nem foi antecipada por infindáveis reuniões de planejamento e sequer teve um briefing.

Não havia prazo para a criação e a produção da página inteira do jornal foi tacanha. Mas o resultado é um sopro de oportunismo em uma propaganda cada vez mais grotesca, feia e ineficiente, cercada de anunciantes medrosos e publicitários ansiosos por resolver o problema de faturamento das suas agências.

O exemplo da agência Escala e do anunciante Renner é de coragem em quebrar paradigmas da propaganda. Animados com os grandes índices de audiência da nossa televisão, publicitários investem o seu tempo e o dinheiro dos anunciantes em ações absolutamente previsíveis como compra de pacotes de patrocínios de Campeonatos de futebol, Fórmula 1, novelas e telejornais.

Esses produtos são uma mesmice. Desafie qualquer brasileiro a relacionar os 5 times que ocuparam as primeiras posições no Campeonato Brasileiro desse ano, que a grande maioria acertara o conteúdo. Continue a enquete e pergunte sobre as possibilidades de um brasileiro ser campeão da Fórmula 1, aproveite e pergunte sobre o final da novela e, tirante alguma tragédia, questione sobre ladainha diária do Jornal Nacional.

Tudo o que está aí é muito chato e está cansando o consumidor que quer coisas novas, pelo menos, na abordagem comercial dos meios de comunicação. Quando nós, publicitários, usarmos menos a TV e investirmos nossos recursos criativos mais no jornal, revista, rádio e cinema, teremos uma propaganda dinâmica, com fatos e com uma capacidade de persuasão maior do que o que vemos hoje em dia.

Veja mais: Fantástico, 10 de maio de 2009.